Volumen 17 - Número 50

Posicionar a divulgação científica em prol da equidade de gênero


Gabriela Reznik e Luisa Massarani

O campo da divulgação científica vem sendo atravessado pelo debate e a urgência de mudança a partir de uma perspectiva feminista interseccional e em prol de práticas que levem em conta princípios de equidade e de justiça social, em meio ao levante feminista vivenciado em múltiplos espaços na última década – nas ruas, nas mídias, nas artes, nos museus, nas escolas e nas universidades. Vemos, por exemplo, a emergência de perfis nas redes sociais de pesquisadoras negras, trans, indígenas, de periferias, de distintas regionalidades e de diferentes áreas de conhecimento. A visibilidade dessas identidades pode auxiliar a desmistificar o estereótipo clássico do cientista como homem branco, heterossexual, de meia idade, de jaleco branco e isolado em seu laboratório, comumente associado à percepção de quem faz ciência e de quem é autorizado a falar sobre ciência.


Gabriela Reznik: pesquisadora de pós-doutorado, Museu da Vida, Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz. Defendeu sua tese de doutorado em abril de 2022 na área do tema deste ensaio, pelo Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, com a orientação de Luisa Massarani. Luisa Massarani: coordenadora do Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, pesquisadora da Casa de Oswaldo Cruz, Fundação Oswaldo Cruz. Pesquisadora produtividade do CNPq 1B e Cientista do Nosso Estado da Faperj, Brasil. Correio eletrônico: luisa.massarani@fiocruz.br.


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