Volumen 17 - Número 50

Como vai ficar a política de ciência, tecnologia e inovação?


Renato Dagnino

Depois de muitos meses de letargia programática, concentrados em denunciar o assédio bolsonarista, os atores envolvidos com esta política estão despertando para apresentar suas demandas para a coalizão que irá ocupar o Executivo federal. Depreende-se dos seminários e documentos que surgem uma categórica afirmação consensual: para que o país se desenvolva, é necessário aumentar o gasto público em pesquisa. Não obstante, a elite da comunidade de pesquisa parece desejar seguir elaborando a política de ciência, tecnologia e inovação (PCTI) como se fosse uma política-fim sem considerar seu alegado compromisso com o desenvolvimento. E os tecnoburocratas que acriticamente a tem operado sem considerar que, como política-meio, deveria viabilizar políticas-fim que promovam o desenvolvimento, também não parecem dispostos a alterar sua trajetória.


Renato Dagnino: professor titular na Universidade Estadual de Campinas, Brasil, nas áreas de estudos sociais da ciência e tecnologia e de política científica e tecnológica. Correio eletrônico: rdagnino@unicamp.br.


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